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academias de formação
ARTIGO | 5 min

Empresas Reinventam as suas Academias de Formação

Formação profissional, Desenvolvimento de competências, Academias de Formação, E-learning, Microlearning, Gamificação

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As Academias de Formação têm-se reinventado, incorporando a aprendizagem online e plataformas de e-learning, investindo em personalização de conteúdos, adotando abordagens como o microlearning (formações curtas e modulares), a gamificação (elementos de jogo para aumentar o envolvimento) e até recorrendo a realidade virtual e aumentada para criar experiências imersivas de aprendizagem.

Que importância tem hoje a aprendizagem para as organizações? O termo Learning Organizations foi cunhado em 1990, referindo-se a entidades que facilitam a aprendizagem dos seus membros e se transformam continuamente. Já na altura, o autor (Peter Senge) destacava a importância da aprendizagem, ao referir que “talvez a capacidade de aprender mais rapidamente do que os concorrentes seja a única vantagem competitiva sustentável”. Mais de 30 anos depois, num mundo em acelerada transformação, ganha relevo a noção de que as organizações que conseguem criar ecossistemas potenciadores da aprendizagem contínua tornam-se altamente adaptáveis a condições de mudança.

A importância da aprendizagem e do desenvolvimento de competências tem correspondência na lei, que define responsabilidades para empresas e trabalhadores. Constitui um dever das empresas proporcionar formação profissional aos seus trabalhadores e estes, por sua vez, têm o dever de colaborar e participar ativamente nas ações de formação organizadas pelo seu empregador. Pretende-se com a formação promover o desenvolvimento das capacidades dos trabalhadores, melhorando o seu desempenho e, com isso, contribuir para o aumento da produtividade e da competitividade da empresa.

Atendendo à sua finalidade, o conteúdo da formação profissional deve ter por objeto matérias relacionadas com a atividade dos trabalhadores ou afins, podendo igualmente incluir temas como tecnologias de informação e comunicação, segurança e saúde no trabalho ou línguas estrangeiras. A maioria das empresas está, assim, obrigada a elaborar planos de formação anuais ou bianuais que especifiquem ações, objetivos e entidades formadoras, tendo os trabalhadores e estruturas de representação coletiva o direito à informação e consulta.

Nos termos da lei, os trabalhadores têm direito, por ano, a um mínimo de 40 horas de formação, devendo o empregador assegurar formação profissional a pelo menos 10% dos trabalhadores da empresa. Sendo o tecido empresarial português maioritariamente composto por PME, questiona-se a adequabilidade destas imposições legais, dado o enorme desafio que representam.

A lei tem vindo a ser cada vez mais exigente com as empresas em matéria de formação profissional, em linha com a necessidade crescente de renovação do conhecimento para garantir a competitividade. Neste sentido, as Academias de Formação assumem destaque como institutos de criação, renovação e disseminação de conhecimento crítico para a sustentabilidade organizacional, devendo estar alinhadas com a estratégia da empresa.

Para cumprir este desígnio, as Academias de Formação têm-se reinventado, incorporando a aprendizagem online e plataformas de e-learning, investindo em personalização de conteúdos, adotando abordagens como o microlearning (formações curtas e modulares), a gamificação (elementos de jogo para aumentar o envolvimento) e até recorrendo a realidade virtual e aumentada para criar experiências imersivas de aprendizagem.

Os avanços tecnológicos são também uma oportunidade para otimizar processos administrativos e, sobretudo, avaliar o impacto das iniciativas. A análise de dados para medir a eficácia da formação e implementar melhorias é um dos maiores desafios atuais. É fundamental realizar um diagnóstico adequado das necessidades de aprendizagem, alinhado com a estratégia do negócio, e comunicar de forma objetiva os resultados às partes interessadas, reforçando a perceção da formação como um investimento para empresas e trabalhadores.

Marisa Pardal, Head of Training, SHL Portugal
Rui Dinis Miquelis, Associate Lawyer, VdA

Publicado na Revista Human em 22/4/2024

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